quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pós-cirúrgico.

Passados alguns dias da cirurgia, sinto-me bem. Parece que a cirurgia teve sucesso. Ainda é cedo para diagnósticos, mas Dr. Scharlon, ontem ao retornar ao consultório, disse-me que está tudo Ok!
O mais difícil é ver a coisas a serem feitas e adquirir paciência e ou vê-las não feitas ou feitas de uma maneira diferente da sua.
Mas, é assim mesmo. Paciência é minha palavra-chave do momento. São basicamente de trinta a quarenta dias de repouso relativo, diga-se de passagem.
Tenho a força de meu companheiro e amigo, João Prim, bem como de muitos amigos do coração, que não sei ainda como conseguiremos suportar a distância, quando mudarmos nossa residência à Palhoça-SC, em dezembro/2013.
Tenho aproveitado para fazer algumas leituras, assistir vídeos interessantes no "YouTube", navegar em notícias e curiosidades (que vão-me surgindo) no "google", ver meus e-mails (que conseguia ler somente à noite - e olhe lá!) e... voltar ao meu Blog (eheheheheh).
Enquanto isso, faço de conta que estou em "licença-prêmio", numa incógnita de futuro 2014, com muitas perspectivas, mas sem criar muitas expectativas...

Aposentada, de 09 de Setembro a 09 de Outubro de 2013.

Dia 30 de setembro, minha Portaria de Aposentadoria foi publicada no Jornal do Município (Jaraguá do Sul), à página 17. 
A partir do dia 09/9/2013, estou oficialmente aposentada no serviço público.
Não sinto-me "aposentada", literalmente.
Sei que ainda posso contribuir muito com a experiência que adquiri ao longo dos anos de trabalho. Não só experiência profissional, como pessoalmente.
Como posso organizar meu tempo, sem o compromisso do relógio ponto, já posso viajar à Palhoça (Giane, Dirceu e Thiago) e Nova Trento (Monica, Diogo e César), sem nenhum peso na consciência. E assim o fiz por várias vezes e razões.
Neste pequeno período desta nova etapa, aproveitei para colocar em dia algumas coisas que estavam sendo deixadas de lado, como organização da casa e cuidados com minha saúde. Ainda não consegui entrar num programa contínuo de atividades físicas, como havia planejado, por exemplo, iniciar minhas caminhadas.
Como um dos nossos carros foi acidentado e fiquei muitas vezes sem dirigir, fiz muitas idas e vindas à pé, para realizar algumas tarefas, como ir ao dentista, médico, exames de laboratórios, ISSEM, entre outras tantas, que deixei para realizar após a aposentadoria com mais leveza, sem precisar justificar em relatórios pontos.
Resultado deste acerto de contas com a saúde, foi a cirurgia da bexiga marcada para 10/10/2013, quinta-feira, à tarde.

2013: 01 de Janeiro a 08 de Setembro de 2013.

Este ano correu, que não sei se consegui respirar.
Melhores momentos: 
O primeiro que relato aconteceu em março, recebemos a notícia de que em novembro chegará César, nosso segundo neto. Diogo e Monica deram a notícia como presente de aniversário do Prim. 
O segundo, é o acompanhamento do desenvolvimento de Thiago, nosso netinho que completa dois anos em 24/11/13, que nos enche de alegria cada vez que o encontramos e descobrimos novas delícias em sua inocência.
Decisão contraditória:
Na escola, desde o momento que nossa equipe administrativa colocou o pé em seu solo, anunciei minha aposentadoria que aconteceria no momento de meu aniversário de 55 anos (quando já teria tempo maior e completando a idade exigidos por lei).
Claro que foi somente impressão, porque sempre foi assim, mas pareceu que trabalhei em oito meses por dois anos. Como sempre, o serviço vinha como um rolo compressor, sendo que o novo deixava o anterior com alguma coisa a terminar. Numa retrospectiva, vejo no meu filme profissional esta realidade constante.
Por isso, a decisão de assumir logo a aposentadoria, sem adiamentos. Pois permanecer, significaria somente adiar uma mudança necessária, apesar de amar o que faço.
Sem olhar para trás, sei que preciso repaginar muitas das páginas até agora escritas. Reescrever não é possível; possível é aproveitar os escritos e iniciar uma nova edição.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Formação continuada 2012

Este é o blog criado por nosso grupo de trabalho, cujo tema é "Meios de incentivar a leitura".
http://prazernaleituracrismolha.blogspot.com/

Intrigante Augusto Cury

" É um crime educacional os alunos gastarem anos conhecendo o pequeno átomo que jamais verão e o imenso espaço que jamais pisarão e não gastarem minutos conhecendo o planeta psíquico que pulsa dentro deles e o planeta social que pulsa fora. Eles devem aprender como se forma o pensamento e como se formam os pensadores, como atuar em seu psiquismo e como atuar no teatro social." (CURY,Augusto. O vendewdor de sonhos e a revolução dos anônimos. p.122. 2009)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Começando o ano de 2012.

Amanhã, 30 de janeiro, iniciamos os trabalhos na Escola Cristina Marcatto, como equipe administrativa. Os professores começam no dia 1º de fevereiro e os alunos, no dia 07 do mesmo mês.
Tenho certeza de que o ano passará tão rápido como os anteriores, que não dará tempo para respirar e lembrar de postar algo aqui.
Mas, garanto que vou tentar postar mais neste novo ano.
Bom retorno a todos!

Thiago.

Agora sou vovó... Uma nova fase, nova experiência, muito boa por sinal!
Thiago veio para preencher mais nossos dias, com a vontade de acompanhar cada passo de seu desenvolvimento.
Ele nasceu com 4,640Kg e 54 cm, no dia 24/11/2011.
Em 24/1/12, completou 2 meses de vida, com 8,820Kg e 60,5 cm.
Está um fofo e promete nos divertir e ensinar muito!
Bjs!

domingo, 21 de março de 2010

MARCAS DO TEMPO!

O engraçado é que quando nos damos conta, o tempo já fez o seu trabalho, quieto, sem alarmes...
Quando nos percebemos, estamos diante do espelho, diferentes da imagem que temos de nós mesmos, em nossa cabeça.
As linhas do tempo estão lá, enraizadas...
E cada linha destas, tem uma história para contar, uma vida por trás...
Não adianta esconder, porque está na cara! eheheheh
Marcas do tempo, que temos que aprender a conviver e encarar!
Solange

terça-feira, 16 de março de 2010

rola rola...

Vida rola, rola vida...
Quem disse que a roda viva da vida é viva?
Nem sempre a roda vida que te apresentam é a vida viva...
Pode ser só inventada, prá te fazer rodopiar...
Vida rola, rola vida...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

DICA DE BEM VIVER...

“Plantar é bom, colher é melhor, mas, ambos exigem disposição, decisão e atitudes honestas”

(Paulo Samuel)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

UM POUCO DE MIM...


Desde pequena, tenho contato com tecnologias. Lembro que, em 1965 (olha que faz tempo!!) meu pai comprou uma televisão. Foi a maior sensação: os vizinhos vinham assistir alguns programas preferidos em nossa casa. Na hora da telenovela, ninguém respirava. Foi um tempo bom – lembro dos desenhos animados como se fosse hoje: Pica-pau, Os Flinstones e de alguns seriados como: Jeane é um Gênio, 007, Jornada nas Estrelas, e outros. Lembro da Regina Duarte como a mocinha das novelas, bem como de Francisco Cuoco ou Tarcísio Meira como galãs.
Meu pai era metido a Professor Pardal. Era militar, mas seu divertimento maior era consertar aparelhos de rádio e TV. Desmontava-os completamente, até encontrar o defeito e montava-os novamente, até que conseguia escutar seu futebol ao pé da orelha. Preocupava-se muito em nos trazer as mais variadas revistas (tanto gibis quanto fotonovelas – ah! Eu adorava esta parte!). Quando percebia algum joguinho de quebra-cabeça, logo trazia para nós, para treinar nossa memória e desenvolver capacidades. Ele não conheceu esta era maravilhosa do computador, mas tenho certeza de que iria apaixonar-se em desvelar seus segredos. Iria, passar os filhos para trás, com seus netos na Internet. Ele era expert em descobrir novidades. Nossa casa estava sempre bem equipada de livros e enciclopédias modernas e, é lógico, de uma máquina de escrever que ajudava muito nos trabalhos escolares. Lembro que, antes de falecer, seus netos sempre tinham os vídeos games de última geração, porque serviam para “desenvolver o raciocínio”.
Consegui passar para meus filhos essa paixão pela busca de infromações, tanto em livros, revistas e, consequentemente, pela informática.
Na minha vida profissional, o computador tem sido um companheiro fiel. Já na adolescência, fiz o meu curso de datilografia, que me tornou uma exímia datilógrafa, muito rápida mesmo, o que foi um bom empurrão ao primeiro emprego.
Meu primeiro contato com o computador foi em 1992 (ou 1993, não recordo bem). Foi uma necessidade, num tempo em que os serviços estavam sendo informatizados. Fui impulsionada a buscar informações e aprender na marra... mas, foi muito importante para minha formação, capacitação profissional.
Poderia ter continuado longe dele, sim, mas não teria desenvolvido tarefas que me fizeram crescer muito em minha auto-estima. Afinal, tive que transpassar barreiras, que nem eu sabia ser capaz. Claro, isso naquela época... porque... hoje essas barreiras são como formiguinhas, que me fazem perceber que montanhas vão aparecendo em nossa frente a cada dia, que nós temos que transpassá-las também.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Frase do dia:

"Não pode ter sólidas bases uma sociedade que se contradiz readicalmente, já que por um lado afirma valores com a diginidade da pessoa humana, a justiça e a paz, mas por outro aceita ou tolera as mais diversas formas de desprezo e violação da vida humana, sobretudo se débil e marginalizada." (João Paulo II)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

RECADINHO DE HOJE:

O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente! (Autor desconhecido)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

FERIADÃO!


Primeiro dia do feriadão de Carnaval... Delícia... sem planos e com muitas coisas a fazer, sem maiores compromissos...
Bjs!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

EU SEI, MAS NÃO DEVIA!

                                   Manoel Bandeira
Eu sei , mas não devia ...

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria!

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.

E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir as cortinas.



E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.

E a medida que se acostuma, esquece o Sol, esquece o Ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado.

A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.

A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.

A sair do trabalho porque já é noite.

A cochilar no ônibus porque está cansado.

A dormir cedo e pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.

E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.

E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de Paz.

Aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.

A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.

A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e de que necessita.

A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar.

E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais.

E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro , para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.

A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais.

A ir no cinema e engolir publicidade.

A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.

A luz artificial de ligeiro tremor.

Ao choque que os olhos levam na luz natural.

Às bactérias da água potável.

A contaminação da água do mar, a lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães.

A não colher fruta do pé, a não ter se quer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.

Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.

E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma a não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma a poupar a vida que aos poucos se gasta e que de tanto se acostumar, se perde de si mesma. Eu sei, mas não deveria ... colocar este poema aqui, porque você está tão sem tempo, mas é que a gente se acostuma a não ter tempo pra mais nada, e assim esquece de dar um oi para os amigos, de dizer ‘eu te amo’, de beijar e abraçar quem nós gostamos...

Eu sei, eu deveria não me acostumar mais... por isso lembrei de você que entra no meu blog de vez em quando, e gastei um pouquinho do meu tempo pra dizer que pensei em você, pra não me acostumar mais com esse vazio da Vida...